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— E foi onde paramos. — De volta ao seu novo apartamento, Connie estava contando a Andrew sobre a oferta de comprar sua agência. — As meninas queriam a oportunidade de conversar com seus parceiros. — Ela deu uma olhada para Andrew. — Você está muito quieto. O que você está pensando?
Andrew deu de ombros. — Não cabe a mim. No entanto, se você quer minha opinião, acho que é uma boa oferta. — Ele colocou a taça de vinho que ele segurava sobre a mesa.
— Mas? — Connie acenou com a cabeça para ele continuar. — Tem um “mas” em algum lugar, não tem?
— Só estou me perguntando se não vale mais.
— Mais de duzentos mil? — Connie estava incrédula.
— Se eles estão oferecendo esse montante diretamente da manga, então deve valer mais. — Ele pegou a taça e tomou outro gole de vinho. — Você mesma disse, vinte e quatro pessoas pediram para se juntar hoje. Isso dá seis mil libras que você fez em um dia, sem mencionar outras rendas vindas de pessoas que pedem encontros. Quem sabe quantas entrarão no futuro e querem ser membros.
— Quando você coloca assim... — Connie assentiu com a cabeça, pensativa.
— Não há outra maneira de colocar. E se Michael é tão bom com números como eu acho que ele é, ele vai falar a mesma coisa para Sadie.
Antes que Connie pudesse responder, o telefone tocou e ela alcançou para responder. — Olá Sadie. E aí? — Ela olhou para Andrew enquanto ouvia o que Sadie tinha a dizer. — Andrew acabou de dizer o mesmo para mim. Precisamos nos encontrar para pensar. — Ela parou por um momento. — Vocês dois gostariam de vir aqui hoje à noite? Também vou ligar para as meninas. Talvez possamos pensar em alguma coisa juntas.
— Eles estão todos chegando por volta das oito horas, — disse Connie, enquanto desligava o telefone após a última ligação. — Todos os homens parecem estar pensando da mesma forma que você. — Ela riu. — Não sei se Lucy estava feliz por deixar o ninho esta noite. Ela e Paul estavam falando sobre roupas de bebê.
****
Era a primeira vez que Paul conheceu os outros desde a notícia da gravidez de Lucy. Então, foi somente depois que muitos parabéns e tapinhas nas costas tinham acabado que eles finalmente começaram a trabalhar.
— Desde que falei com Connie, Michael e eu já pensamos mais sobre todo o assunto, — disse Sadie. Ela passou os dedos pela saia curta para suavizar, antes de continuar. — Michael concorda com Andrew. Ele acha que o negócio vale mais dinheiro. Mas estou preocupada, se pressionarmos por mais dinheiro e eles não quererem pagar, não poderiam simplesmente optar por abrir uma nova agência própria?
— Sim, pensei nisso também, — disse Jenny, pegando as rédeas. — A gente poderia ter uma concorrência forte.
— Mas eles teriam o mesmo problema. — Foi Michael falando agora. Ele olhou para Andrew. — Eles não querem a competição mais do que Sadie e as outras, — ele continuou gesticulando para as quatro mulheres. — A agência de vocês já está estabelecida e está indo bem. Eles seriam os caras novos no pedaço tentando entrar no mercado. Vocês já têm uma clientela que conhece e confia em vocês. Vocês quatro estabeleceram os padrões e a palavra se espalhou. Qualquer outra pessoa estaria sempre um passo atrás, tentando alcançar vocês.
— Muito verdadeiro, — disse David. — Eu concordo com você e Andrew. E você, Paul?
Paul riu. — Eu ainda estou tentando cair a ficha que serei pai, mas sim, acho que vocês não devem aceitar a oferta muito rápido. — Ele olhou para Lucy. — Como terminou hoje de tarde? Você respondeu à oferta? E, em caso afirmativo, você se deixou espaço para negociar?
— Nós respondemos com uma resposta padrão dizendo que precisamos pensar porque venda nunca foi parte da equação.
— Isso é bom, — disse Andrew. — Se eles responderem, significa que eles estão ansiosos em comprar. Mas não responda imediatamente. Deixe-os pensar que vocês não estão interessadas. Dê-lhes uma chance de aumentar a oferta.
— Para que? — Perguntou Connie. — Nós somos novas neste jogo de gato e rato. Quanto devemos estar procurando?
— Eu diria pelo menos trezentos mil, mesmo que eles paguem metade disso, é um extra de cinquenta mil, — respondeu Andrew.
Michael concordou com a cabeça. — Absolutamente! Vocês estão nessa para ganhar. Eles sabem que se eles não pagam, outra pessoa pode se interessar e essa é a última coisa que eles querem.
— Puta merda! — Proferiu Sadie. — Uau e puta merda de novo! — Ela olhou para Connie. — Oops, desculpa, eu... — Ela começou, mas ela podia ver Connie e as outras estavam tão surpresa quanto ela.
— Pela primeira vez você entendeu certo, Sadie. — Connie se virou para olhar para Andrew. — Você está falando sério? — Andrew assentiu. — Puta merda! Ela deu um soco no ar de felicidade.
— Não posso acreditar nisso, — disse Sadie finalmente. Ela olhou de Andrew para Michael e de volta para Andrew, com a cabeça girando de um lado para o outro. — Tem certeza que não estão tirando onda com a nossa cara?
— Posso garantir que Andrew nunca brinca com dinheiro, — disse Connie.
— Não estamos dizendo que vão conseguir essa quantia exatamente. — Andrew olhou para Michael para confirmação. — Mas eles certamente deveriam pagar mais do que sua oferta inicial, — ele continuou quando Michael assentiu.
— Eu preciso pensar sobre isso com a cabeça fresca. É muita coisa para pensar de uma vez. — Jenny cutucou David. — Você ficou muito quieto. O que você acha?
— Eu concordo com os outro, — disse David. — Se você realmente quer vender, então você precisa segurar mais o dinheiro. É um negócio próspero e o cara que quer comprar sabe disso.
Mais tarde naquela noite, Andrew chamou Michael de lado para ter uma palavrinha. Ele disse a ele que o chefe do departamento de finanças estava se aposentando antecipadamente. — Então você vê, haverá uma vaga muito em breve. Você estaria interessado em se candidatar para o cargo?
— Então, o que você disse? — Perguntou Sadie. Nesse momento, ela e Michael estavam em um táxi voltando para o apartamento dele e ele havia contado o que Andrew havia dito.
— Eu disse a ele que pensaria sobre o assunto, — ele respondeu, devagar.
— E... — Sadie pressionou-o para obter mais informações.
— E, estou pensando, — disse ele, com uma piscadela.
****
— Minha tia está se dando bem com Brian Lomax. Ele pediu-lhe que ela se mudasse com ele. — Lucy fez o anúncio no momento em que ela entrou no escritório na manhã seguinte.
— Deus! Mesmo? Tão cedo? — Disse Sadie. — Como você se sente sobre isso?
Lucy encolheu os ombros. — Eu não sei. Eu não acho que caiu a ficha ainda. Liguei para falar sobre o bebê e, assim que me parabenizou e fez todos os barulhos, ela me contou suas novidades. Eu acho que ela nem sabe o que fazer.
— Avisa quando a ficha cair que eu vou dar o fora. Não quero estar aqui quando a merda acertar o ventilador. — Riu Sadie.
— Eu queria que você não usasse esse tipo de linguagem, principalmente neste escritório. — Connie levantou as sobrancelhas. — Não é bom para os negócios.
Sadie olhou ao redor da sala. — Mas só estamos nós três aqui.
— Bem, A gente nunca sabe. Alguém poderia estar prestes a bater na porta, mas decidem que este não é o tipo de agência com a qual eles querem se associar quando ouvem você dizendo algo assim, — respondeu Connie.
— Dizendo algo como o quê? — Disse Jenny. Chegou a tempo de ouvir o fim da declaração de Connie.
— Não importa. — Connie revirou os olhos. — Não vamos passar por isso novamente.
— Minha tia pode estar indo morar com Brian Lomax, — disse Lucy a Jenny.
— Oh, entendo, bem, não, eu realmente não... — disse Jenny. — Por que a Lucy não deve dizer que sua tia está se mudando com Brian Lomax? Qual é o problema com isso?
— Esse não é o problema! Me dê força. — Connie apertou os punhos e os sacudiu no ar. — Não podemos simplesmente esquecer isso? Nós temos coisas mais importantes para pensar. Como, se essa empresa será ou não nossa e o que vamos fazer sobre isso.
— Mantenha o controle! — Sadie balançou o dedo para Connie. — Não é nada bom você meter o pé pelas mãos. Quando ou se eles responderem para nós com outra oferta, vamos discutir ainda mais sobre isso. Só então saberemos se eles são sérios. Enquanto isso, sugiro o que as coisas fluam como de costume.