A CARNE E A ALFACE

Tradição oral

Achava-se Laurindo Rabelo uma tarde à rua do Ouvidor, canto da atual Gonçalves Dias, quando passou uma senhora, um pouco magra, mas bonita, trajando vistoso vestido verde. À passagem da moça, que o poeta conhecia, um sujeito metido a espirituoso, e que se achava ao lado, exclamou:

– Que pena! Tanta alface para tão pouca carne!

– Pois, olhe, eu não acho, – declarou Laurindo, voltando-se para o indivíduo.

E com a sua franqueza habitual:

– O que me parece é que há ali pouco capim para um burro do seu tamanho!