Alberto Rangel – "Pedro I e a Marquesa de Santos", pág. 61.
Ia, certa vez, o imperador em uma das suas visitas de amante à residência da marquesa de Santos, quando, à porta da casa, o seu guarda-roupa, José Caetano de Andrade Pinto, que o acompanhava, se deteve, escrupuloso:
Na soleira desta porta, Majestade! – exclamou, – terminam as minhas funções!
– Pois, considere-se demitido do meu serviço! – bradou Pedro 1.
No dia seguinte, porém, mandou chamar o funcionário demitido.
– Fique o dito por não dito, – comunicou.
E com gravidade:
– Refleti melhor: o senhor portou-se como devia.