J.M. de Macedo – "Ano Biográfico", vol. III, pág. 224.
Em 1830, a situação de Pedro 1 só poderia ser mantida por um ato de força, e que consistia na dissolução da Câmara, sede de grandes agitações. O ministério compreendeu isso, e Francisco Vilela Barbosa, Marquês de Paranaguá, propôs essa medida extrema, em Conselho de Ministros, sendo apoiado por todos os seus colegas.
Silencioso, o Imperador ouvia a opinião de cada um.
– Sim, os senhores julgam que esse é o remédio, declarou, quando o último acabou de falar.
E numa interpelação que ficou sem resposta:
– Mas, quem me responde pelo sangue que terá de correr?
E não dissolveu a Câmara.