Nos verbetes do Dicionário, Gramsci aparece indicado com a letra G., maiúscula e pontuada. No que concerne à grafia dos nomes, segue-se, em geral, a grafia do índice onomástico da edição de Cadernos do cárcere organizada por Valentino Gerratana[a], que corrige erros de grafia e tipográficos presentes na primeira edição, de 1975. Nas citações das Cartas e dos Cadernos é mantida a grafia gramsciana.
As remissões aos Cadernos referem-se à mesma edição de Gerratana, indicadas com a letra Q e seguidas, quando for o caso, dos números de caderno, parágrafo e página ou páginas. Quando não há – no texto gramsciano – número de parágrafo, indica-se o número do caderno seguido do número da página, precedido pela letra p. A remissão ao aparato crítico da edição de Gerratana é indicada com as letras Q, AC, seguidas do número da página. A remissão às traduções gramscianas presentes nos cadernos manuscritos e apresentados no apêndice da mesma edição Gerratana é indicada com as letras QA, seguidas do número da página.
Como na edição de Gerratana, as notas gramscianas de primeira redação, de redação única e de segunda redação são respectivamente indicadas como Texto A, Texto B e Texto C.
Dado que na edição de Gerratana dos Cadernos os colchetes indicam acréscimos ao texto feitos pelo próprio Gramsci nas entrelinhas ou margens, enquanto os parênteses indicam intervenções da redação da edição crítica, as observações e interpolações feitas pelos autores dos verbetes no corpo das citações gramscianas foram colocadas entre colchetes com o acréscimo “ndr”. Os grifos acrescentados pelos autores dos verbetes nos textos citados foram também indicados de maneira explícita.
Com relação às Cartas do cárcere (abreviadas com a sigla LC seguida do número da página ou das páginas), a referência é à edição organizada por Antonio A. Santucci[b], complementada pela indicação da data e do destinatário, para facilitar a localização da citação também em outras edições.
Com relação às referências a outras obras de Gramsci (como as precedentes, sempre em itálico e quase sempre entre parênteses), elas são expressas pela sigla abreviativa seguida do número de página. São correntes as seguintes abreviações:
CF: La città futura 1917-1818. Org. Sergio Caprioglio. Turim, Einaudi, 1982.
CPC: La costruzione del Partito comunista 1923-1926. Turim, Einaudi, 1971.
CT: Cronache torinesi 1913-1917. Org. Sergio Caprioglio. Turim, Einaudi, 1980.
D: 2000 pagine di Gramsci. Org. Giansiro Ferrata e Niccolò Gallo. Milão, Il Saggiatore, 1964.
FU: La formazione dell’uomo. Org. Giovanni Urbani. Roma, Editori Riuniti, 1967.
L: Lettere 1908-1926. Org. Antonio A. Santucci. Turim, Einaudi, 1992.
LC: Lettere dal carcere. Org. Antonio A. Santucci. Palermo, Sellerio, 1996.
LGT: GRAMSCI, Antonio; SCHUCHT, Tatiana. Lettere 1926-1935. Org. Aldo Natoli e Chiara Daniele. Turim, Einaudi, 1997.
LST: SRAFFA, Piero. Lettere a Tania per Gramsci. Org. e intr. Valentino Gerratana. Roma, Editori Riuniti, 1991.
NM: Il nostro Marx 1918-1919. Org. de Sergio Caprioglio. Turim, Einaudi, 1984.
ON: L’Ordine Nuovo 1919-1920. Org. Valentino Gerratana e Antonio A. Santucci. Turim, Einaudi, 1987.
PVL: Per la verità. Org. Renzo Martinelli. Roma, Editori Riuniti, 1974.
Q: Quaderni del carcere. Edição crítica do Istituto Gramsci. Org. Valentino Gerratana. Turim, Einaudi, 1975 (1977).
QT: Quaderni del carcere. I. Quaderni di traduzioni (1929-1932). Org. Giuseppe Cospito e Gianni Francioni. Roma, Istituto della Enciclopedia Italiana, 2007. 2 v.
QM: Alcuni temi della questione meridionale. In: CPC.
RQ: Il rivoluzionario qualificato. Org. Corrado Morgia. Roma, Delotti, 1988.
RSC: La religione come senso comune. Org. e intr. Tommaso La Rocca. Milão, Nuova Pratiche, 1997.
SF: Socialismo e fascismo. L’Ordine Nuovo 1921-1922. Turim, Einaudi, 1966.
SP: Scritti politici. Org. Paolo Spriano. Roma, Editori Riuniti, 1967.
SS: Scritti scelti. Org. e intr. Marco Gervasoni. Milão, Rizzoli, 2007.
TL: Tesi di Lione, ovvero La situazione italiana e i compiti del PCI. In: CPC.
Para remissões a obras que não são de Gramsci usa-se o sistema anglo-saxão (sobrenome do autor, data da edição citada e o eventual número da página), remetendo-se à Bibliografia constante ao fim do volume. Ao final dos verbetes mais relevantes apresenta-se uma breve indicação bibliográfica, que também se remete à Bibliografia final.
Finalmente, lembramos a utilidade de duas obras para aqueles que queiram aprofundar a pesquisa bibliográfica sobre diversos temas ou assuntos: a Bibliografia gramsciana dal 1922 on line[c] e a Bibliografia gramsciana ragionata[d], da qual, no momento, está disponível o primeiro volume, 1922-1965.
[a] Antonio Gramsci, Quaderni del carcere (edição crítica do Istituto Gramsci, org. Valentino Gerratana, Turim, Einaudi, 1977).
[b] Antonio Gramsci, Lettere dal carcere (org. Antonio A. Santucci, Palermo, Sellerio, 1996).
[c] Org. John M. Cammet, Francesco Giasi e Maria Luisa Righi, disponível em: <www.fondazionegramsci.org>.
[d] Org. Angelo D’Orsi, Viella, Roma, 2008.