Notas

Introdução: um outro Marx

1. Ver a biografia datada, porém clássica, de B. Nicolaevsky e O. Maenchen-Helfen, Karl Marx: Man and Fighter; essa tradução para o inglês foi a primeira edição da obra, visto que o original alemão de 1933 não pôde ser publicado durante o regime nazista anticomunista.

2. K. Marx e F. Engels, Manifesto of the Communist Party, LPW, p. 1; CW, v. 6, p. 482.

3. Para uma biografia deliberadamente “humanizadora”, ver F. Wheen, Karl Marx.

4. K. Marx, “Theses on Feuerbach”, EPW, p. 116; CW, v. 5, p. 5; grifo do original.

5. Como em J. Sperber, Karl Marx: A Nineteenth-Century Life.

6. Marx comentou num posfácio (1872) a O capital que não estava “escrevendo receitas […] para as lojas de comida do futuro”. CW, v. 35, pp. 17.

7. Para uma abordagem analítica da questão Marx/Engels, ver T. Carver, Marx and Engels: The Intellectual Relationship; para outra versão, ver S. H. Rigby, Engels and the Formation of Marxism: History, Dialectics and Revolution.

8. Para o pano de fundo e uma discussão, ver T. Carver, Engels: A Very Short Introduction, cap. 5. A concepção de “materialismo” de Engels fundia — como continuam a fazer muitas exegeses e teorizações — a física da matéria em movimento (como forças independentes da ação humana) e a atividade social como atividade “econômica” (envolvendo coisas e forças materiais, mas surgindo claramente apenas de ações humanas); o “idealismo” no sentido filosófico é a concepção de que a realidade e o conhecimento da realidade dependem da mente ou são de alguma maneira imateriais.

9. K. Marx, “Preface”, LPW, p. 161; CW, v. 29, p. 264.

10. Para um exemplo recente desse gênero, ver J. P. Holt, The Social Thought of Karl Marx.

11. Para mais detalhes, ver a lista de abreviaturas na p. 296.

12. Ver o Marx-Engels Archive: <www.marxists.org/archive/marx/index.htm>.

1. Transformando Marx em “Marx”

1.. Este capítulo reproduz o texto de meu artigo “Making Marx Marx”, de 2017.

2. D. McLellan, Karl Marx: His Life and Thought; T. Carver, Friedrich Engels: His Life and Thought.

3. Conforme foi tratado na Introdução.

4. Esta seção também se baseia em materiais publicados em T. Carver, “McLellan’s Marx: Interpreting Thought, Changing Life”, pp. 32-45.

5. Para uma breve biografia intelectual bem recente, com imagens ilustrativas, ver P. Thomas, Karl Marx.

6. Para um vívido quadro da política local em Trier, ver J. Sperber, Karl Marx, cap. 1.

7. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

8. Ver capítulo 5, “Capitalismo e revolução”.

9. CW, v. 4, pp. 5-211; note-se que CW, v. 4, arrola essa obra como de autoria de “Karl Marx and Frederick Engels”, ao passo que, na página de rosto do volume original, o nome de Engels consta em primeiro lugar.

10. Uma arrojada incursão na “questão social”: ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

11. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

12. CW, v. 6, pp. 72-4.

13. The Poverty of Philosophy, in CW, v. 6, pp. 105-212.

14. Ver a esclarecedora discussão da relação intelectual entre o jovem Marx e os socialistas utópicos em D. Leopold, The Young Karl Marx: German Philosophy, Modern Politics and Human Flourishing, cap. 5.

15. CW, v. 6, p. 73; grifo do original.

16. CW, v. 6, pp. 73-4; ver, em W. C. Roberts, Marx’s Inferno: The Political Theory of Capital, pp. 35-50, o argumento de que Proudhon e o proudhonismo eram os principais objetos de exame crítico e ataque de Marx, inclusive no trabalho político posterior na ait e na obra crítica sobre economia política em O capital (a despeito das aparências); ver também os detalhados estudos contextuais em P. Thomas, Karl Marx and the Anarchists, pp. 175-248; e A. Gilbert, Marx’s Politics: Communists and Citizens, pp. 82-94.

17. O precursor da economia moderna: ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

18. LPW, pp. 158-62; CW, v. 29, pp. 261-5.

19. CW, v. 16, pp. 465-77.

20. Em oposição à nota biográfica anterior, de 1847, tratada acima.

21. Ver a discussão em W. C. Roberts, Marx’s Inferno, pp. 41-2.

22. Ver capítulo 6, “Exploração e alienação”.

23. Mas ver meu amplo uso desses materiais no capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

24. EPW, pp. 57-70; CW, v. 3, pp. 175-87.

25. EPW, pp. 28-56; CW, v. 3, pp. 146-74.

26. EPW, pp. 71-96; CW, v. 3, pp. 229-346, em que é desenvolvida a “teoria da alienação”, agora famosa.

27. EPW, pp. 119-81; CW, v. 5, pp. 19-539; sendo publicado apenas nos anos 1920 e 1930. Para um estudo histórico e analítico em dois volumes desse “livro” inventado, ver T. Carver e D. Blank, A Political History of the Editions of Marx and Engels’s German Ideology Manuscripts”; e T. Carver e D. Blank, Marx and Engels’s German Ideology Manuscripts: Presentation and Analysis of the Feuerbach Chapter”.

28. Ver J. Rojahn, “The Emergence of a Theory: The Importance of Marx’s Notebooks Exemplified in Those from 1844”, pp. 29-46.

29. LPW, pp. 1-30; CW, v. 6, pp. 477-519; e T. Carver e J. Farr (Orgs.), The Cambridge Companion to The Communist Manifesto. Esse texto é tratado adiante como peça central para Marx “se transformar em Marx” nos anos 1870.

30. CW, v. 6, pp. 450-65.

31. Mas aqui tratado no contexto do ativismo de Marx no capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

32. LPW, p. 162; CW, v. 29, pp. 264-5.

33. K. Marx, Grundrisse: Foundations of the Critique of Political Economy. Ver M. Musto (Org.), Karl Marx’s Grundrisse: Foundations of the Critique of Political Economy after 150 Years.

34. K. Marx, Grundrisse, pp. 81-111.

35. Minha tradução provavelmente dá essa impressão, mas, na época, a intenção não era essa; ver K. Marx, Texts on Method, pp. 46-87, e comentários detalhados às pp. 88-158.

36. LPW, p. 162; CW, v. 29, p. 265.

37. Essa seção se baseia em materiais publicados em T. Carver, “The Manifesto in Marx’s and Engels’s Lifetimes”, pp. 68-72.

38. “The Civil War in France”, LPW, pp. 163-207; CW, v. 22, pp. 307-55; o texto era um discurso aos proletários do mundo, feito em nome do Conselho Geral da ait; para uma apresentação detalhada do renome de Marx, ver G. Stedman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion, pp. 507-9.

39. Não que eles não tivessem divergências políticas; ver H. Draper, The Adventures of the Communist Manifesto, pp. 36-8.

40. Ibid., pp. 48-52.

41. CW, v. 23, pp. 174-5.

42. H. Draper, Adventures, pp. 48-9.

43. CW, v. 35, pp. 7-761.

44. CW, v. 46, p. 356; CW, v. 49, p. 7.

45. A segunda (1872) e a terceira (1883) edições alemãs de O capital pouco acrescentaram em termos de conteúdo ou de apresentação, em comparação ao enorme afinco que Marx dedicou à versão francesa.

46. Para uma discussão dessa ideia, ver T. Carver, Engels: A Very Short Introduction, cap. 5.

47. CW, v. 24, pp. 463-81.

48. CW, v. 25, pp. 5-309.

49. CW, v. 24, pp. 281-325.

50. CW, v. 26, pp. 129-276.

51. CW, v. 26, pp. 353-98.

52. F. Mehring (Org.), “Aus dem literarischen Nachlass von Karl Marx, Friedrich Engels und Ferdinand Lassalle”.

2. Luta de classes e conciliação de classes

1. Ver as discussões históricas e conceituais em W. Atkinson, Class, pp. 4-9.

2. Os cartórios eleitorais costumam ser dos poucos lugares onde as pessoas não são identificadas e classificadas por gênero (como H ou M).

3. Ver “What Are the Panama Papers?”. Disponível em: <www.theguardian.com/news/2016/apr/03/what-you-need-to-know-about-the-panama-papers>.

4. K. Pickett e R. G. Wilkinson, The Spirit Level.

5. Para uma discussão dessas questões, ver M. B. Steger e R. K. Roy, Neoliberalism: A Very Short Introduction; as Palestras Gifford de G. A. Cohen, publicadas no volume If You’re an Egalitarian, How Come You’re so Rich?, apresentam os principais pontos de debate.

6. Para uma visão geral e uma discussão, ver W. Doyle, The French Revolution: A Very Short Introduction.

7. Ver <http://occupywallst.org/forum/first-official-release-from-occupy-wall-street/>.>.

8. Para uma listagem on-line que arrola quase mil cidades em mais de oitenta países, inclusive mais de seiscentas nos Estados Unidos, ver <en.wikipedia.org/wiki/List_of_Occupy_movement_protest_locations>.

9. Para um breve estudo analítico, ver M. Kohn, The Death and Life of the Urban Commonwealth, cap. 7.

10. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

11. E a conselho de seus aliados: o jornal teve suas atividades encerradas após uma reclamação do czar Nicolau i da Rússia, notoriamente absolutista e reacionário; G. Stedman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion, p. 120; o número de leitores podia ser reduzido, mas alguns deles tinham visível “alcance” internacional.

12. H. Lubasz, “Marx’s Initial Problematic: The Problem of Poverty”, pp. 24-42; boa parte da discussão a seguir se baseia nesse artigo.

13. CW, v. 1, p. 234; grifo do original.

14. Ibid., pp. 224-63.

15. Ibid., pp. 230-1; grifo do original; tradução levemente modificada.

16. Ibid., pp. 312-3.

17. Ibid., p. 333.

18. Ibid., pp. 332-58.

19. Ibid., p. 342.

20. Ibid., p. 337; grifo do original.

21. Ibid., p. 347.

22. Índice de Liberdade Econômica 2017; ver <www.heritage.org/index/pdf/2017/book/index_2017.pdf>.

23. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

24. A “Declaração dos direitos da mulher e da cidadã” teve vida efêmera na França revolucionária; sua autora, Olympe de Gouges (1748-93), foi guilhotinada durante o Terror.

25. Constituição dos Estados Unidos da América, Décima Quarta Emenda.

26. D. Leopold, Young Karl Marx, p. 20, n. 8.

27. CW, v. 1, p. 262.

28. Ibid., p. 349; grifo do original; tradução levemente modificada.

29. LPW, pp. 158-9; cf. CW, v. 29, pp. 261-2, que, evidentemente, é um tanto mais livre; ver também capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

30. Engels a Richard Fisher, 15 abr. 1895, em CW, v. 50, p. 497.

31. Marcos 14,7; Mateus 26,11; João 12,8.

32. Como foi observado no capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

33. O próprio Marx usava esses termos de maneira variada, mas apenas raramente empregava “teoria” [theorie]; LPW, p. 1; CW, v. 6, p. 482.

34. Ver J. Martin, Politics and Rhetoric: A Critical Introduction.

35. Para uma discussão, ver J. Martin, “The Rhetoric of the Manifesto”, pp. 50-66.

36. Como vimos no capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

37. Ver capítulo 5, “Capitalismo e revolução”.

38. Ver capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”; é claro que uma revisão teria de ser publicada de forma clandestina.

39. Para uma apresentação histórica e documental, ver M. Musto (Org.), Workers Unite! The International 150 Years Later.

40. Marx a Joseph Weydemeyer, 5 mar. 1852, em CW, v. 39, p. 62; ver também capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

41. Como vimos no capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

42. CW, v. 6, p. 482.

43. Ibid., p. 482.

44. Em minha retradução do Manifesto, substituí as expressões em alemão e francês por “classes mercantis” e “classes trabalhadoras” (mais compatíveis com o uso corrente nos anos 1990), mas o consultor editorial estipulou que a versão publicada manteria as locuções “tradicionais” (de 1888) “Bourgeoisie” e “Proletariat”, não muito vernaculares no inglês; LPW, pp. 1-30, e passim.

45. CW, v. 37, pp. 870-1.

46. Para uma discussão do papel do trabalho e da força de trabalho como marcadores conceituais para a luta de classes na teorização de Marx sobre o “modo de produção capitalista”, ver capítulo 5, “Capitalismo e revolução”, e capítulo 6, “Exploração e alienação”.

47. Para uma brevíssima visão geral que segue esse esboço, ver W. Atkinson, Class, pp. 19-24.

48. J. P. Holt, Social Thought of Karl Marx, apresenta essa visão no capítulo 4 (“Class”), pp. 89-119.

49. LPW, p. 1; CW, v. 6, p. 481.

50. A associação do “espectro” a conceitos de “haunting” (como na tradução inglesa de 1888) e “hauntology” (como no ensaio de Jacques Derrida [“hantise”, em francês]) é uma séria distorção do argumento de Marx, visto que haunting (assombração) implica um retorno dos mortos como espectro fantasmagórico, enquanto o objetivo retórico do Manifesto é contrapor à realidade viva do comunismo uma aparição falsa e assustadora; o sentido do texto não tem nada a ver com a morte, e a força retórica se dissipa se o comunismo está morto e simplesmente nos “assombra”; ver J. Derrida, Specters of Marx, e T. Carver, The Postmodern Marx, cap. 1, para uma discussão.

51. Semioticamente, usava-se o vermelho para indicar as forças antimonarquistas e, portanto, democratizantes da Revolução Francesa, em especial aquelas mais contrárias à conciliação com princípios hereditários e absolutistas, já que estes se opunham à sua defesa da soberania popular e do igualitarismo constitucional.

52. Para uma visão política e filosófica geral e uma discussão crítica, ver D. Losurdo, Class Struggle.

53. Leszek Kołakowski, em Main Currents of Marxism, associa sistematicamente o comunismo e a repressão autoritária da União Soviética a “falhas” no pensamento de Marx, e é um monumento em seu gênero.

54. O sensacionalismo de R. Payne em Marx: A Biography segue essa linha; ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

55. Ver E. H. Carr, Karl Marx: A Study in Fanaticism.

56. Para uma apresentação muito vívida e detalhada das ligações e atividades políticas do casal Marx nesse período pré-revolucionário, ver M. Gabriel, Love and Capital: Karl and Jenny Marx and the Birth of a Revolution, pp. 51-120, em especial quando Jenny conta que Marx comprou armas de fogo.

57. G. Steadman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion, pp. 239-40.

58. CW, v. 4, p. 677.

59. CW, v. 38, p. 18.

60. Engels a Marx, 22 fev.-7 mar. 1845, CW, v. 38, pp. 22-3.

61. CW, v. 38, p. 24.

62. Ibid., p. 22.

63. G. Steadman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion, pp. 237-44.

64. Marx a Proudhon, 5 maio 1846, CW, v. 38, p. 39.

65. Como vimos no capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”; CW, v. 38, pp. 39-40.

66. LPW, pp. 8-12; CW, v. 6, p. 496, usa o termo “inevitable” [“inevitável”], filosoficamente tendencioso, para unvermeidlich.

67. CW, v. 38, p. 25, 573 n. 37.

68. Para uma minuciosa apresentação da relação de Marx com os utopistas, socialistas ou não, ver D. Leopold, Young Karl Marx, cap. 5; ver também capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

69. Engels a Marx, 17 mar. 1845, CW, v. 38, p. 26.

70. Marx a Engels, 7 jan. 1858, CW, v. 40, p. 244.

71. CW, v. 40, pp. 609-10, n. 245.

72. Marx a Engels, 24 nov. 1857, CW, v. 40, p. 210.

73. Marx a Weydemeyer, 1 fev. 1859, CW, v. 40, p. 375.

74. M. Musto, Workers Unite!, pp. 1-6.

75. Como vimos no capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

76. CW, v. 20, pp. 5-13.

77. M. Musto, Workers Unite!, pp. 77; CW, v. 20, pp. 10-1.

78. M. Musto, Workers Unite!, pp. 77-8; CW, v. 20, pp. 10-2.

79. Ver a discussão detalhada em D. Leopold, “Marx, Engels and Other Socialisms”, pp. 32-49.

80. M. Musto, Workers Unite!, p. 78; CW, v. 20, pp. 11-2.

81. M. Musto, Workers Unite!, p. 78; CW, v. 20, pp. 11-2.

82. M. Musto, Workers Unite!, pp. 78-9; CW, v. 20, pp. 11-3.

83. M. Musto, Workers Unite!, p. 79; LPW, p. 30, “Proletarians of all countries unite!” [1. ed. 1848 em tradução; também CW, v. 20, p. 13]; CW, v. 6, p. 519, “working men of all countries unite!” [ed. ing. de 1888].

84. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”, para uma discussão da análise de Marx sobre o constitucionalismo democrático como intrinsecamente frágil.

3. História e progresso

1. G. A. Cohen, Karl Marx’s Theory of History: A Defence, representa o auge dessa presunção.

2. EPW, p. 118; CW, v. 5, p. 5; Tese 11 em K. Marx, “Theses on Feuerbach”: “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de diferentes maneiras; a questão é transformá-lo” (grifo do original).

3. CW, v. 16, p. 469; as circunstâncias são apresentadas em T. Carver, Engels, cap. 5; às vezes, a “teoria” também é designada como “materialismo histórico”.

4. CW, v. 16, p. 469.

5. LPW, p. 159; CW, v. 29, p. 262 (“princípio condutor”).

6. CW, v. 16, p. 469.

7. E muito mais do que “economia” ou “comunismo”.

8. Como tratado no capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

9. Em especial o prefácio de 1859 a Contribuição à crítica da economia política; LPW, pp. 158-62; CW, v. 29, pp. 261-5.

10. CW, v. 16, pp. 465-77.

11. Para um estudo histórico, ver J. D. White, The Intellectual Origins of Dialectical Materialism.

12. Eram as seguintes leis: transformação da qualidade em quantidade, unidade dos contrários e negação da negação; todas seriam constitutivas de um materialismo universal da matéria em movimento; para uma discussão, ver T. Carver, Engels, caps. 5-6.

13. Para sinais de um contínuo reflorescimento intelectual, ver B. Ollman, Dance of the Dialectic: Steps in Marx’s Method; para um contínuo reflorescimento político, ver J. B. Foster, Marx’s Ecology: Materialism and Nature.

14. Ver capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

15. LPW, p. 159; CW, v. 29, p. 262.

16. Implicando atividades que não são meramente “ideias”, como supunham ou alegavam os idealistas, em vez de materialismos da matéria em movimento, com o foco no objeto, igualmente criticados por Marx em suas “Theses on Feuerbach”; EPW, p. 116; CW, v. 5, p. 3.

17. Aqui as generalizações de Marx não são designadas como theorie.

18. Para diversas linhas de análise e crítica, ver T. Carver e P. Thomas (Orgs.), Rational Choice Marxism.

19. Expressão corrente que não aparece em Hegel, nem em Marx ou Engels; ver a discussão em T. Carver, Marx’s Social Theory, p. 46.

20. J. Elster, Making Sense of Marx, verso da página de título.

21. Ibid.

22. G. A. Cohen, Karl Marx’s Theory of History, pp. 134, 152.

23. Para menção e discussão desses termos e dessas asserções, ver J. P. Holt, Social Thought of Karl Marx, cap. 5 (“Historical Materialism”), pp. 121-52.

24. G. A. Cohen, History, Labour, and Freedom: Themes from Marx, p. 132.

25. Thomas S. Kuhn, em A estrutura das revoluções científicas, empreendeu uma profunda crítica às filosofias da ciência anteriores e, na verdade, à existência de uma “filosofia” da ciência.

26. Para uma visão geral breve, mas muito útil, ver C. Belsey, Poststructuralism: A Very Short Introduction; ver T. Carver, Postmodern Marx, para uma leitura que adota a abordagem.

27. Como foi tratado no capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

28. CW, v. 7, pp. 3-7; o panfleto “Reivindicações”, extraído do Manifesto comunista (e assinado por Marx, Engels e quatro associados), foi impresso em Paris e circulou por todos os Estados germânicos durante 1848.

29. Sobre a exclusão de materiais “teóricos demais” da polêmica ad hominem de 1845-6, ver T. Carver e D. Blank, Marx and Engels’sGerman IdeologyManuscripts, pp. 3-4, 29-31.

30. Ver capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

31. CW, v. 4, pp. 295-583; reeditado posteriormente, em 1892, acrescentando-se ao título “em 1844”, pois o conteúdo já se tornara histórico.

32. Para uma visão geral do “cotidiano”, ver P. Sztompka, “The Focus on Everyday Life: A New Turn in Sociology”, pp. 1-15.

33. O que não significa que essas concepções tenham desaparecido, visto o ressurgimento de movimentos e experiências anti-industriais, ecológicas e indígenas (ou com inspiração indígena) resultantes de preocupações com a poluição e a mudança climática; para uma discussão textual e contextual de um aparente vínculo, comumente citado, entre a sociedade comunista concebida por Marx e o amadorismo de pequena escala na produção, ver T. Carver, Postmodern Marx, cap. 5, em que uma atenção cerrada aos materiais manuscritos que resolve o paradoxo.

34. CW, v. 23, pp. 174-5: ver capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

35. Ver Manifesto, seção iv; LPW, pp. 1, 20-9; CW, v. 6, pp. 482, 507-17: ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

36. Para uma breve e instrutiva apresentação da globalização, ver M. B. Steger, Globalization: A Very Short Introduction.

37. LPW, p. 6; CW, v. 6, p. 489; para uma inédita visualização do texto, ver o excelente “Communist Manifestoon”, disponível em <www.youtube.com/watch?v=NbTIJ9_bLP4>.

38. S. P. Huntington, The Clash of Civilizations and the Remaking of the World Order.

39. LPW, p. 18; CW, v. 6, p. 503; em interpretações correntes do “pensamento” de Marx (e dos marxismos), essa frase simples adquire o estatuto de elemento central de uma “teoria da ideologia” (a despeito do fato de que não se menciona “ideologia” no Manifesto).

40. A exposição de 2010 do Museu Britânico, bem como o livro A History of the World in 100 Objects, reflete esse tipo de visão, embora o foco da coleção não se concentre de forma alguma em objetos “cotidianos” no sentido de serem produzidos por e para vidas “cotidianas”. Essa abordagem da transformação histórica em termos de artefatos é vividamente ilustrada no capítulo vii, “O processo de trabalho e o processo de valorização”, e no famosíssimo capítulo xv, “Maquinaria e grande indústria”, da obra-prima O capital, v. 1. CW, v. 35, pp. 187-208, 374-508.

41. Aqui há ligações com a história das mulheres e os estudos das mulheres (embora não apontadas explicitamente por Marx e Engels). É possível adotar esse foco na vida “cotidiana” e no “homem (e mulher) comum” de maneira totalmente independente daquilo que se costuma considerar tipicamente “marxista”.

42. Como dito acima, essa atribuição de “determinismo” a Marx se baseia, em certa medida, na tradução para o inglês de um verbo alemão bastante fraco; cf. LPW, p. 160 (“especifica”) versus CW, v. 29, p. 263 (“determina”).

43. O Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, de Rousseau, publicado em 1755, é um precursor marcante e provável influência.

44. LPW, p. 2: CW, v. 6, p. 482.

45. Para uma apresentação dessa concepção, ver E. Laclau e C. Mouffe, Hegemony and Socialist Strategy: Towards a Radical Democratic Politics.

46. LPW, p. 11; CW, v. 6, p. 495.

47. Para uma introdução ao debate sobre “Marx e a natureza humana”, ver S. Sayers, Marxism and Human Nature.

48. CW, v. 3, pp. 418-43.

49. Ver T. Carver, Texts on Method, p. 12.

50. LPW, p. 2; CW, v. 6, p. 485.

51. Inicialmente publicado em inglês como excerto da coleção manuscrita dos Grundrisse no original alemão, então ainda não traduzido: K. Marx, Pre-Capitalist Economic Formations.

52. Para uma introdução à historiografia marxista, ver L. Patriquin (Org.), The Ellen Meiksins Wood Reader; J. P. Holt trata a “teoria” dessa maneira em Karl Marx, cap. 5, “Historical Materialism”.

53. E não as intervenções da “plebe” na “alta” política.

54. Como registrou o “capitão Prescott” em suas histórias das conquistas espanholas do México e do Peru; William H. Prescott, The History of the Conquest of Mexico e A History of the Conquest of Peru.

55. LPW, pp. 31-127; CW, v. 11, pp. 99-197.

56. Variadamente reunidos em CW, v. 19-21.

57. Ver a discussão das “Notas sobre Adolph Wagner” de Marx, suas últimas notas manuscritas, em T. Carver, Texts on Method, pp. 161-78.

58. As incursões posteriores de Engels no darwinismo representam um movimento semelhante, mas Marx reagiu com a mesma reserva, apesar das tentativas de Engels e de comentadores posteriores de apontar um tácito endosso.

59. LPW, p. 160; CW, v. 29, p. 263.

60. Para uma análise detalhada, ver T. Carver, Marx’s Social Theory; para uma abordagem oposta, ver G. A. Cohen, Karl Marx’s Theory of History, passim.

61. CW, v. 35, 190n.

62. CW, v. 10, pp. 397-482.

63. Que é o que o filósofo G. W. F. Hegel se propôs a fazer.

64. Para uma pesquisa e crítica rigorosa e conscienciosa seguindo nessa linha, ver D. Bell, Reordering the World: Essays on Liberalism and Empire.

65. Mas, dados os determinismos implícitos e explícitos que Engels atribuiu a Marx (de 1859 em diante), surge então nos textos de Marx uma série de “elementos de risco”, que vão desde menções (bastante raras) às ciências físicas e biológicas a hegelianismos (negação da negação) e a problemas de tradução no inglês, citados acima.

66. LPW, p. 6; CW, v. 8, p. 489; tradução levemente modificada, substituindo “burguês/burguesia” por “comercial”; note-se que essas passagens marcam os primeiros envolvimentos jornalísticos de Marx com fenômenos econômicos similares, passando de feudais a modernos: ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

67. Ver K. Saito, Karl Marx and Ecosocialism: Capital, Nature and the Unfinished Critique of Political Economy.

68. Ver <visibleearth.nasa.gov/view.php?id=57723>.

4. Democracia e comunismo/socialismo

1. Política, 1275a22.

2. Para uma breve discussão analítica e histórica da democracia, ver J. Hoffman e P. Graham, Introduction to Political Theory, cap. 5.

3. Constituição dos Estados Unidos da América, “Preâmbulo”.

4. Ver os vários materiais publicados on-line sobre a democracia relacionados com “auditoria”, “déficit” e “índice”, que rastreiam as características que abrangem a democracia, reúnem dados e fornecem resultados avaliativos ordenados em níveis.

5. Marx a Weydemeyer, 5 mar. 1852, CW, v. 62, p. 65; ver também capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

6. Ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

7. J. Sperber, Karl Marx, cap. 1: ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

8. LPW, p. 158; CW, v. 29, p. 261.

9. J. Sperber, Karl Marx, cap. 2.

10. LPW, p. 161; CW, v. 29, p. 264: ver capítulo 3, “História e progresso”.

11. Para detalhes biográficos, ver T. Carver, Friedrich Engels: His Life and Thought, caps. 1-2.

12. LPW, pp. 158-9; CW, v. 29, pp. 261-2: ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

13. G. Stedman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion, pp. 104-15.

14. T. Carver, Friedrich Engels, cap. 4.

15. Ressaltado, embora rapidamente, em G. Stedman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion, pp. 135-44.

16. T. Carver, Engels, cap. 4.

17. Para a análise contextual mais exaustiva desses escritos, ver D. Leopold, Young Karl Marx.

18. EPW (excertos), pp. 1-27; CW, v. 3, pp. 3-129.

19. EPW, pp. 57-70; CW, v. 3, pp. 175-87.

20. G. Stedman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion, pp. 135-50: ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

21. EPW, p. 70; CW, v. 3, p. 187; grifo do original.

22. CW, v. 3, pp. 133-45.

23. Ibid., p. 133.

24. Ibid., pp. 137-41.

25. Ibid., p. 142.

26. Ver S. E. Bronner, Critical Theory: A Very Short Introduction.

27. Isto é, em termos simplificados, entre monarquias baseadas em ordens sociais medievais ou “estamentos do reino”, mais do que no individualismo, em instituições representativas, em direitos de propriedade passíveis de compra e venda e outras instituições revolucionárias francesas.

28. CW, v. 3, pp. 143-4; grifo do original.

29. Ibid., pp. 142-4.

30. Ibid., p. 143; grifo do original.

31. Engels esteve envolvido como jornalista nesse cenário acadêmico politizado durante seu serviço militar em Berlim; ver T. Carver, Friedrich Engels, cap. 3.

32. EPW, p. 58; CW, v. 3, p. 176; grifo do original.

33. EPW, p. 60; CW, v. 3, p. 178; grifo do original.

34. EPW, p. 61; CW, v. 3, pp. 179-81; grifo do original.

35. EPW, pp. 66, 68; CW, v. 3, pp. 183, 185; grifo do original.

36. EPW, p. 69; CW, v. 3, pp. 186-7; grifo do original.

37. EPW, pp. 69-70; CW, v. 3, p. 187.

38. M. Gabriel, Love and Capital, pp. 93-113, que trata dessas atividades políticas de maneira razoavelmente detalhada.

39. CW, v. 29, p. 264; CW, v. 6, pp. 450-65.

40. CW, v. 6, pp. 282-90; também publicado no Northern Star de Manchester.

41. CW, v. 6, p. 282.

42. Ibid., pp. 283-5.

43. Ibid., pp. 279-81.

44. Ibid., p. 280.

45. Ibid., p. 281.

46. Ibid., p. 695, n. 246.

47. Ibid., p. 463.

48. Ibid., p. 462. A crítica ao Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) nos Estados Unidos segue esse argumento, assim como críticas similares a associações semelhantes de outros locais (por exemplo, a visão dos eurocéticos britânicos sobre a União Europeia).

49. Ibid., p. 452.

50. Ibid., p. 453; vários estudos críticos seguem esse argumento, como Eric Schlosser, Fast Food Nation: The Dark Side of the All-American Meal, e Barbara Ehrenreich, Nickel and Dimed: On Getting By in America, também presente na literatura como comentário crítico às condições de trabalho “high tech” no livro de D. Eggers, The Circle; ver também comentários na imprensa sobre a “economia gig” (“economia dos bicos”).

51. CW, v. 6, p. 463.

52. Ibid., p. 464.

53. Ibid., p. 464. Aqui o sarcasmo de Marx tem um interessante teor pós-colonial: “Talvez os senhores acreditem que a produção de café e de açúcar é o destino natural das Índias Ocidentais”; “Dois séculos atrás, a natureza, que não se interessa pelo comércio, não havia plantado por lá nem canaviais nem cafezais”.

54. Ibid., p. 464. A globalização se tornou quase sinônimo de “exportação de empregos” do Ocidente “global” para o Oriente, do Norte para o Sul; ver T. Boswell e D. Stevis, Globalization and Labor: Democratizing Global Governance.

55. CW, v. 6, p. 464; como mostram matérias na imprensa sobre indústrias digitais e financeiras “high tech”, em especial as “bolhas” de valorização de empresas nesses setores.

56. Ibid., pp. 464-5; ver as discussões em L. Panitch e S. Gindin, The Making of Global Capitalism: The Political Economy of American Empire.

57. CW, v. 6, p. 465.

58. LPW, pp. 19-20; CW, v. 6, pp. 504-6.

59. LPW, pp. 163-207; CW, v. 22, pp. 307-59.

60. M. Musto, Workers Unite!, pp. 30-6.

61. G. Stedman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion, pp. 507-9.

62. LPW, pp. 185-7; CW, v. 22, pp. 330-3.

63. Como a Crítica do programa de Gotha; este foi um documento unificador do movimento socialista formulado em 1875, sobre o qual Marx fez “glosas marginais”, mais tarde (1891) publicadas por Engels como parte de um projeto para alinhar o partido socialista alemão, agora unificado, com um programa “marxista”; LPW, pp. 208-26; CW, v. 24, pp. 75-99; ver a detalhadíssima discussão contextual sobre “The Career of a Slogan” [A carreira de um slogan] em R. N. Hunt, The Political Ideas of Marx and Engels, pp. 284-336.

64. LPW, p. 20; CW, v. 6, pp. 505-6.

65. Ver capítulo 5, “Capitalismo e revolução”, e capítulo 6, “Exploração e alienação”.

66. LPW, pp. 93-111; CW, v. 11, pp. 164-80.

67. Ver a discussão em T. Carver, “Marx’s Eighteenth Brumaire of Louis Bonaparte: Democracy, Dictatorship, and the Politics of Class Struggle”, pp. 103-28.

5. Capitalismo e revolução

1. E tampouco o comunismo desapareceu totalmente da paisagem; ver J. Dean, The Communist Horizon.

2. Ver capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

3. A. Lopes e G. Roth, Men’s Feminism: August Bebel and the German Socialist Movement, pp. 99, 107, n. 45.

4. Para uma visão geral, ver M. Edwards (Org.), Oxford Handbook of Civil Society.

5. Como vimos no capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

6. LPW, pp. 158-9; CW, v. 29, pp. 261-2.

7. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

8. Para um “guia de leitura”, ver D. Rose, Hegel’s Philosophy of Right; Marx também estava lendo notadamente obras clássicas do pensamento republicano, como Maquiavel e Rousseau, e estudos históricos sobre os Estados Unidos, a Polônia, a Suécia, Veneza e assim por diante; D. Leopold, Young Karl Marx, pp. 32-3, passim.

9. Ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

10. Política, 1258a19-1258b8.

11. Ver capítulo 3, “História e progresso”.

12. Ver The Wealth of Nations, pp. 150-7.

13. Para uma discussão pormenorizada, ver T. Carver, “Marx and Engels’s ‘Outlines of a Critique of Political Economy’”, pp. 357-65.

14. Para um tratamento detalhado da relação entre os cadernos de Marx de 1844 e os “manuscritos” de 1844 publicados postumamente, ver J. Rojahn, “Emergence of a Theory”.

15. CW, v. 3, pp. 375-6.

16. Ibid., p. 375.

17. Ibid., pp. 418, 443.

18. T. Carver, Texts on Method, pp. 9-37, revê detalhadamente esses planos.

19. CW, v. 35, p. 45.

20. J. Locke, “Second Treatise”, p. 291.

21. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

22. O termo “Proletariat/ian”, que o alemão tomou de empréstimo ao francês e depois ingressou na retórica política “marxista”, coloca questões em inglês similares às que identifiquei nos termos “bourgeois/ie” (em vez de “classes mercantis”); por isso, a utilização de “classe trabalhadora” aqui e doravante.

23. Para uma explicação desse conceito, ver T. S. Kuhn, The Structure of Scientific Revolutions.

24. Para uma visão geral, ver, por exemplo, H. D. Kurz, Economic Thought: A Brief History; ver também capítulo 6, “Exploração e alienação”.

25. Ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

26. Para uma discussão desse ponto, ver M. B. Steger (Org.), Rethinking Globalism.

27. Ver a discussão de grande agudeza analítica em L. Panitch, “The Two Revolutionary Classes of the Manifesto”, pp. 122-33.

28. O governo Trump é considerado o mais rico na história dos Estados Unidos, segundo o New York Times: <www.nytimes.com/interactive/2017/04/01/us/politics/how-much-people-in-the-trump-administration-are-worth-financial-disclosure.html?_r=0>.

29. Esse argumento foi amplamente desenvolvido por Friedrich von Hayek em sua extensa obra publicada; é também oposto à concepção de Marx, apresentada em detalhe no capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”, de que a imbricação entre riqueza e mercantilismo nas instituições democráticas é intrinsecamente suspeita.

30. Há um grande número de críticas à economia neoclássica do “equilíbrio” seguindo mais ou menos essas linhas, inclusive a nova economia institucional, a economia heterodoxa e a “economia alternativa”, entre outras.

31. CW, v. 35, por exemplo pp. 517-9, 586.

32. Para uma importante tentativa de situar O capital como intervenção política na política socialista da época, ver W. C. Roberts, Marx’s Inferno.

33. A maioria dos textos e traduções atuais deriva postumamente da quarta edição alemã (1890), reeditada e anotada por Engels.

34. Marx a Engels, 24 nov. 1857; CW, v. 40, p. 208; o texto em versalete está no original em inglês (e em outras citações que seguem essa convenção).

35. CW, v. 40, pp. 208-9.

36. Ibid., p. 209.

37. O sentido filosófico de “acidente” em termos aristotélicos é o de um atributo não essencial de um objeto; o termo acompanha “causa final” e “substância”, também na passagem.

38. CW, v. 15, p. 401; publicado em 15 dez. 1857.

39. Ver a discussão em T. Carver, Texts on Method, pp. 134-5.

40. CW, v. 35, esp. pp. 157-66.

41. Vergegenständlich = objetificado, materialisiert = materializado; CW, v. 35, esp. pp. 166-86.

42. “O tempo de trabalho socialmente necessário [para produzir uma mercadoria] é o exigido […] em condições normais de produção, e com o grau médio de habilidade e intensidade predominante na época”, assim evitando o evidente paradoxo de que tempos de trabalho lentos e eficientes criariam (de alguma maneira) artigos com valor maior do que os criados por um trabalho eficiente; CW, v. 35, p. 49.

43. CW, v. 35, por exemplo pp. 307-16; para uma apresentação e discussão atualizada, ver B. Fine e A. Saad-Filho, Marx’sCapital”.

44. CW, v. 35: esp. pp. 748-51; a resolução proposta por Marx — a revolução proletária — era obviamente performativa, isto é, uma realidade que precisava ser concretizada através da política baseada em classe.

45. Ver a discussão em L. Panitch e S. Gindin, Making of Global Capitalism, pp. 89-107.

46. CW, v. 29, pp. 263-4.

47. LPW, pp. 1-2; CW, v. 6, p. 482.

48. CW, v. 35, pp. 374-508.

49. Ver a discussão das posições de Marx sobre a Comuna de Paris no capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

50. C. Brosses, Du Culte des dieux fétiches; ver a discussão em Carver, Texts on Method, p. 175n.

51. Ver a discussão em T. Carver, Texts on Method, pp. 11, 175, n. 9.

52. Marx reconhecia explicitamente que a distância entre a publicação de uma descoberta científica sobre a sociedade (que afirmou fazer em O capital, v. 1) e a mudança da prática social (desmistificada por aquela descoberta científica) é política; CW, v. 35, p. 86.

53. Essa concepção é apresentada em detalhes em T. Carver, The Postmodern Marx, cap. 1.

54. Ver capítulo 3, “História e progresso”, para uma discussão sobre estratégias de leitura “abstracionistas” e preditivas no que tange a Marx.

55. LPW, p. 11; CW, v. 6, p. 495.

56. EPW, p. 70; CW, v. 3, p. 187; grifo do original.

57. LPW, p. 37; CW, v. 11, p. 109.

58. LPW, p. 39: CW, v. 11, p. 111.

59. LPW, p. 40; CW, v. 11, p. 112; ver a discussão no capítulo 3, “História e progresso”.

60. Como vimos no capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

61. LPW, pp. 203-4; CW, v. 22, pp. 350-1.

62. CW, v. 7, p. 121.

63. Ibid., p. 128; grifo do original.

64. Ibid., pp. 144, 149; grifo do original.

65. CW, v. 10, pp. 45-145.

6. Exploração e alienação

1. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”, e capítulo 5, “Capitalismo e revolução”.

2. Ver a discussão em W. C. Roberts, Marx’s Inferno, pp. 142-4.

3. Para uma visão geral e leituras complementares, ver M. Cohen (Org.), Marx, Justice and History: APhilosophy and Public AffairsReader; R. G. Peffer, Marxism, Morality and Social Justice; ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

4. Note-se que a opção por “ambos” rejeita a ideia bastante batida, mas cada vez mais contestada, de que é possível fazer uma separação clara e analítica entre os fatos e os valores, ou entre afirmações objetivas e normativas.

5. Ver capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

6. Ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

7. Ver capítulo 3, “História e progresso”.

8. Ver, por exemplo, a parte iii do Manifesto; LPW, pp. 20-9; CW, v. 6, pp. 507-17; ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

9. Ver capítulo 3, “História e progresso”.

10. Ver Manifesto, parte iv, para o esquema geral desse processo; LPW, pp. 29-30; CW, v. 6, pp. 518-9.

11. EPW, p. 64; tradução levemente modificada; CW, v. 182.

12. Ver capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

13. Como vimos no capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

14. CW, v. 20, pp. 101-49, 466 n. 87.

15. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

16. Como vimos no capítulo 5, “Capitalismo e revolução”.

17. “O modo de produção da vida material condiciona o processo de vida social, política e intelectual em geral”; Marx, “Preface”, LPW, p. 160; CW, v. 29, p. 263.

18. Como vimos no capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

19. Para uma discussão, ver T. Carver, Texts on Method, pp. 89-97.

20. Ver capítulo 5, “Capitalismo e revolução”.

21. Ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”.

22. O leitor talvez também se sinta incentivado a imaginar a economia de “um indivíduo só”, à maneira de Robinson Crusoé, ou seja, que os implementos usados para apanhar e transportar castores e peixes também são manufaturados pessoalmente por cada um dos dois envolvidos na troca.

23. CW, v. 29, p. 264; CW, v. 35, passim.

24. Ver capítulo 5, “Capitalismo e revolução”.

25. Política, 1133a25.

26. CW, v. 6, pp. 425-6.

27. CW, v. 29, pp. 257-417.

28. LPW, pp. 13-19; CW, v. 6, pp. 497-504.

29. Ver capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”.

30. Ver LPW, pp. 18-19; CW, v. 6, pp. 503-4; mais tarde, Engels repropôs a “ideologia” como conceito relacionado com o materialismo, entendido em relação com as ciências físicas e outras ciências naturais dos anos 1860; para uma discussão, ver Carver, Engels, cap. 7; ver capítulo 3, “História e progresso”.

31. No capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

32. A exposição a seguir deriva de O capital, v. 1; CW, v. 35, pp. 45-208, esp. pp. 187-208; ver também T. Carver, Postmodern Marx, caps. 3-4.

33. Marx cita as linhas de Benjamin Franklin sobre o assunto, apresentando-as como tipicamente inadequadas e ingênuas: “‘Como o comércio em geral não é senão a troca de trabalho por trabalho, o valor de todas as coisas é […] mais justamente medido pelo trabalho’”; CW, v. 35, p. 61.

34. No capítulo 5, “Capitalismo e revolução”.

35. E decomposto como múltiplos regulares pela qualificação; note-se que esse movimento de Marx pressupõe a equalização do trabalho humano em termos abstratos como força de trabalho, uma mercadoria-no-mercado, em oposição à existência física e emocional concreta dos seres sociais humanos; CW, v. 35, pp. 51-6.

36. Ver a discussão em D. Harvey, A Companion to Marx’s Capital.

37. CW, v. 35, p. 10.

38. Ibid., pp. 187-534.

39. W. C. Roberts, Marx’s Inferno, pp. 132-3.

40. EPW, p. 70; CW, v. 3, p. 187.

41. G. Stedman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion, pp. 302-3.

42. Ver, por exemplo, a “libra de Bristol”: <bristolpound.org>.

43. Como o famoso “problema da transformação” dos valores em preços em todo o sistema econômico capitalista.

44. Para uma discussão, ver D. Stevis e T. Boswell, Globalization and Labor: Democratizing Global Governance.

45. LPW, pp. 19-20; CW, v. 6, p. 505.

46. “Economic and Philosophical Manuscripts of 1844”; CW, v. 3, pp. 229-346.

47. Para uma discussão do processo pelo qual surgiram esses “manuscritos”, ver J. Rojahn, “Emergence of a Theory”.

48. CW, v. 24, pp. 463-81; para uma discussão, ver T. Carver, Engels, caps. 6-7.

49. Para uma discussão, ver T. Carver, “McLellan’s Marx”.

50. CW, v. 5, p. 48.

51. Como vimos no capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”, e no capítulo 4, “Democracia e comunismo/socialismo”; CW, v. 6, pp. 105-212.

52. Em A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (1845); CW, v. 4, pp. 295-583.

53. Para uma discussão, ver T. Carver, Postmodern Marx, cap. 10.

54. CW, v. 3, pp. 270-82; ver a extensa explicação da “alienação” e ulterior interpretação de Marx (partindo dessa perspectiva) em A. W. Wood, Karl Marx.

55. Esses conceitos são tratados em mais detalhes em J. P. Holt, Social Thought of Karl Marx, pp. 67-80.

56. Como vimos no capítulo 5, “Capitalismo e revolução”; para uma discussão, ver M. Postone, Time, Labor, and Social Domination: A Reinterpretation of Marx’s Critical Theory, pp. 158-66.

57. CW, v. 35, pp. 81-93; ver a discussão pormenorizada em W. C. Roberts, Marx’s Inferno, pp. 82-93.

58. Para uma ampla discussão, ver M. Musto, Karl Marx’s Grundrisse, pp. 3-32, 149-61.

59. Para discussões, ver D. McLellan, The Young Hegelians and Karl Marx e Marx Before Marxism; ver também D. Leopold, Young Karl Marx, cap. 4.

60. CW, v. 35, pp. 187-8.

61. Para uma discussão atualizada e corrente seguindo essa linha, ver R. Wolff, Democracy at Work: A Cure for Capitalism.

62. Para uma ampla discussão, ver C. Rowland (Org.), The Cambridge Companion to Liberation Theology.

63. Ver a breve discussão em J. Wolff, Why Read Marx Today?, pp. 28-37.

64. Como exposto no capítulo 3, “História e progresso”, e acima.

65. Para um clássico do gênero, ver N. Geras, Marx and Human Nature: Refutation of a Legend.

66. CW, v. 35, p. 186.

67. Ibid.

Posfácio

1. “Letter to Otechestvenniye Zapiski”, nov. 1877, CW, v. 24, p. 201.

2. Para uma discussão em tais bases, ver T. Carver, Postmodern Marx, cap. 10; e J. Tronto, “Hunting for Women, Haunted by Gender: The Rhetorical Limits of the Manifesto”, pp. 134-52.

3. LPW, pp. 17, 29-30; CW, v. 6, pp. 502, 518-9.

4. Para uma discussão, ver E. Benner, Really Existing Nationalisms: A Post-Communist View from Marx and Engels; K. B. Anderson, Marx at the Margins: On Nationalism, Ethnicity, and Non-Western Societies.

5. Para um engajamento pós-colonial com Marx, ver R. Shilliam, “Decolonizing the Manifesto: Communism and the Slave Analogy”, pp. 195-213.

Nota sobre as obras completas e a formação do cânone

1. CW, v. 38, pp. 614-5, n. 347.

2. F. Mehring, Karl Marx: The Story of His Life, p. 209.

3. CW, v. 10, pp. 5-6.

4. Ver J. Rojahn, “Emergence of a Theory”.

5. Ver capítulo 6, “Exploração e alienação”.

6. O copyright sobre as obras de Marx cessaria em 1913; ver Y. Zhao, “The Historical Birth of the First Historical-Critical Edition of Marx-Engels-Gesamtausgabe (Part 1)”, p. 325.

7. Y. Zhao, “The Historical Birth of the First Historical-Critical Edition of Marx-Engels-Gesamtausgabe (Part 3)”, pp. 12-24.

8. Ibid., pp. 16-8.

9. Para descrição e listagem do projeto, ver <mega.bbaw.de>.

10. Y. Zhao, “Historical Birth of the First Historical-Critical Edition of Marx-Engels-Gesamtausgabe (Part 3)”, p. 21.

11. Ver <https://mega.bbaw.de/de/struktur>.

12. T. Carver e D. Blank, Political History, caps. 2 e 3.

13. Para uma discussão detalhada sobre os “compartimentos” intelectuais e físicos com que operava o instituto de Riazánov, envolvendo distinções entre teoria e história, filosofia e economia, e várias outras divisões em categorias, ver Y. Zhao, “The Historical Birth of the First Historical-Critical Edition of Marx-Engels-Gesamtausgabe (Part 2)”, pp. 491-4.

14. Grifo meu; CW, v. 3, pp. 229-346; ver J. Rojahn, “Emergence of a Theory”, pp. 33-4.

15. Rojahn afirma, de fato, que algumas das citações, sínteses e “notas para si mesmo” entremeadas nos cadernos de Marx que foram ignoradas pelos diversos editores dos Manuscritos econômico-filosóficos de 1844 são, na verdade, mais interessantes e mais significativas para revelar o conteúdo e o desenvolvimento do pensamento de Marx do que as passagens dispersas da prosa mais corrida de Marx que coligiram em várias páginas avulsas e editaram na forma de “manuscritos”; “Emergence of a Theory”, pp. 36, 45, passim.

16. Ver capítulo 5, “Capitalismo e revolução”.

17. Citado em Y. Zhao, “Historical Birth of the First Historical-Critical Edition of Marx-Engels-Gesamtausgabe (Part 3)”, p. 14.

18. Ver D. Leopold, Young Karl Marx, para uma importante exceção recente a essa tendência geral, bem como a tese de doutorado de David McLellan publicada em livro, The Young Hegelians and Karl Marx, embora seus dados de estudo estejam um pouco desatualizados.

19. Ver capítulo 2, “Luta de classes e conciliação de classes”, e capítulo 5, “Capitalismo e revolução”.

20. Francis Wheen (Karl Marx, p. 1) aparentemente reverte essa metodologia, tentando “redescobrir Karl Marx, o homem”, em vez de Karl Marx, o “grande pensador”, mas em sua biografia ele simplesmente inverte o foco usual sobre o “pensamento”, subtraindo do “cotidiano” concreto de Marx as reflexões presentes nas obras publicadas e não publicadas, deixando-nos com toques “humanos” um tanto aleatórios.

21. Para uma abordagem pioneira de Marx e da formação do cânone, ver P. Thomas, “Critical Reception: Marx Then and Now”, pp. 23-54. Ver também Introdução e capítulo 1, “Transformando Marx em ‘Marx’”.

22. Para detalhes, ver T. Carver, Engels, cap. 5.

23. B. Nicolaievsky e O. Maenchen-Helfen, Karl Marx: Man and Fighter.

24. Por exemplo, o prefácio de 1859 de Marx; LPW, pp. 158-62; CW, v. 29, pp. 261-6.

25. Por exemplo, o Manifesto de Marx e Engels; LPW, pp. 1-30; CW, v. 6, pp. 477-519.

26. Aqui estou em dívida com a discussão de Cynthia Weber sobre a “reparação” e o “efeito de realidade” em “Popular Visual Language as Global Communication: The Remediation of United Airlines Flight 93”, pp. 137-53.

27. Ver, por exemplo, F. Wheen, Karl Marx.

28. Encontram-se dois exemplos muito recentes do gênero em Sperber, Karl Marx, e G. Stedman Jones, Karl Marx: Greatness and Illusion.

29. Para uma galeria de imagens autenticadas, ver <www.marxists.org/archive/marx/photo/marx/index.htm>.

30. Para uma estimulante abordagem da visualidade e das imagens, ver W. J. T. Mitchell, What Do Pictures Want?.